Por ano, cerca de três milhões de mulheres e crianças correm o risco de serem vítimas de mutilação genital feminina, enquanto entre 110 a 140 milhões de mulheres podem já ter sido submetidas a esta prática, estimam a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas (ONU).
A Amnistia Internacional divulgou um estudo sobre A Mutilação Genital Feminina em Portugal onde alerta para o "número significativo de casos" detectados em comunidades imigrantes no País, situações que, quando chegam aos hospitais portugueses, esbarram com a "falta de preparação" dos profissionais.
A mutilação genital feminina (MGF), vulgarmente conhecida como "excisão feminina" ou "circuncisão feminina", é uma prática que consiste na remoção de uma parte ou da totalidade dos órgãos sexuais de mulheres e crianças, impedindo que estas sintam prazer durante o acto sexual. Na grande maioria dos casos, a excisão do clítoris é feita sem anestesia e com objectos não esterilizados, como pedras, facas ou pedaços de vidro.
Apesar de existir já legislação que proíbe a MGF, a tradição parece impor-se e esta abominável prática, esta grave ofensa aos Direitos Humanos, continua a ser realizada em vários países, sobretudo em África e na Ásia, como um ritual simbólico da passagem de menina a mulher, com o objectivo de assegurar a pureza da mulher e a fidelidade ao marido.
A Associação para o Planeamento da Família e a Amnistia Internacional Portugal uniram-se para representar o País na campanha europeia pelo fim da mutilação genital feminina. "Fim à MGF – Campanha Europeia" (site oficial: www.endfgm.eu/en/) decorre até ao final de 2011 e visa a adopção de uma estratégia europeia para o fim definitivo da prática. E no dia 06 de Fevereiro assinala-se o Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, em Portugal pelo ano consecutivo.






