Apesar dos avanços notáveis, a realidade portuguesa ainda está longe de ser perfeita no que diz respeito à utilização regular de contraceptivos.
Quinze por cento das mulheres portuguesas sexualmente activas não utiliza qualquer tipo de contraceptivos, de acordo com dados de 2007 do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), citados pela Associação para o Planeamento da Família (APF).
As estatísticas revelam também que, em Portugal, a pílula é o método contraceptivo mais utilizado (65,9%), seguida do preservativo (13,4%) e do dispositivo intra-uterino (8,8%). Segundo a APF, nas gerações mais recentes de mulheres, o primeiro uso da pílula é aos 20,7 anos.
Ainda assim, um estudo do Instituto de Ciências Sociais, de 2008, conclui que um terço dos jovens sexualmente activos não usa de forma regular contracepção e que um em cada dez nascimentos é de mãe adolescente. Portugal continua a ser um dos países europeus com as maiores taxas de adolescentes grávidas.






