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A diferença salarial chega a ser de 30%! Pagar salários diferentes entre mulheres e homens com iguais responsabilidades ainda é, infelizmente, uma realidade, em Portugal. A desigualdade salarial entre géneros tem crescido e atinge, sobretudo, as mulheres mais qualificadas, que recebem menos 169 euros que os homens. Para ganhar o mesmo, as portuguesas têm de trabalhar mais um mês – uma situação denunciada, em manchete, pelo Jornal de Notícias.
Em quatro meses, um homem consegue, em média, ganhar cerca de 3.700 euros; já uma mulher, para alcançar esse valor, necessita de mais um mês de trabalho, segundo dados de um estudo divulgados pelo diário. Ana Bela Pereira da Silva, Presidente da Associação Portuguesa de Mulheres Empresárias (APME), lembra, em entrevista ao No Feminino Negócios, que Portugal se encontra em penúltimo lugar na UE a 27, no que respeita à diferença salarial entre mulheres e homens. "Os vários estudos publicados mostram que, em Portugal, existe um gap entre homens e mulheres em termos salariais, algo primário e básico, e chega, em alguns sectores de actividade, a ser superior a 30 por cento – estamos, neste ponto, em penúltimo lugar na UE a 27. É muito complicado e há um longo caminho que tem que ser feito". O salário médio de um homem, em Portugal, ronda os 916 euros, enquanto o de uma mulher fixa-se nos 748 euros. As causas desta discriminação salarial estão, em parte, nas diferenças em relação às características produtivas e dos empregos e, por outro lado, traduzem uma discriminação pura e simples, como explica Maria Pilar Gonzalez, da Faculdade de Economia do Porto: "a parcela mais relevante do diferencial salarial (…) traduz (…) práticas discriminatórias dos empregadores".
Esta é uma situação – embora "estável" entre os mais velhos – muito mais preocupante entre as jovens portuguesas, onde "a discriminação representa uma percentagem cada vez mais significativa do diferencial salarial". Desigualdades Se os homens passam mais uma hora, em média, no emprego, as mulheres trabalham mais três horas em casa, lembra Natividade Coelho, Presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), tendo em conta o trabalho não remunerado, as tarefas domésticas e o acompanhamento de crianças e idosos. No total, as mulheres trabalham quase 13 horas por dia, mais duas que os homens.
Mulheres ganham mais no Estado 11/02/2010 |
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