Um kit chinês que simula uma nova virgindade para as mulheres, através de um falso hímen, está a provocar grande agitação e polémica no Parlamento do Egipto, mas os deputados conservadores já proibiram a importação do Artificial Virginity Hymen, produzido pela empresa chinesa Gigimo e que está à venda em alguns países muçulmanos, onde as relações sexuais antes do casamento são consideradas crime.
"Este produto encoraja relações sexuais ilícitas. A cultura islâmica proíbe essas relações, a não ser que aconteçam dentro dos limites do casamento. Eu penso que isso não deveria ser permitido, porque traz mais danos que benefícios. Qualquer um que fizer uso disso deve ser punido", afirmou um dos membros do grupo conservador.
Enquanto os conservadores mais radicais resistem à ideia e chegam mesmo a propor o exílio a quem burlar a lei, grupos de defesa dos direitos das mulheres egípcias falam em "hipocrisia masculina", porque os homens não estão submetidos a qualquer restrição.
O hímen artificial em questão permite simular, visual e sensorialmente, a virgindade de uma mulher perante o parceiro. Para tal, deve ser introduzido na vagina 15 a 20 minutos antes da relação sexual. Depois, dilata dentro do corpo com o calor e quando a penetração ocorre deita um líquido vermelho semelhante ao sangue. "Junte alguns gemidos e não será descoberta", sugerem as instruções. O kit está à venda na Internet por cerca de 20 euros.






