![]() ![]()
|
||||||||||||||||||
Mais mulheres investigam, mas poucas decidem ![]() O número de mulheres a fazer investigação científica em Portugal é cada vez maior, mas continuam a ser poucas as que conseguem aceder aos círculos de poder. Quem o diz é a Presidente da Associação Portuguesa de Mulheres Cientistas (AMONET), Helena Pereira.
"A mulher, na Ciência, tem uma expressão demasiado reduzida face aos benefícios que representa para a sociedade" e, em Portugal, "a situação é muito particular", afirma Helena Pereira, já que as mulheres fazem um percurso avançado em investigação, incluindo doutoramentos, mas, à medida que sobem na carreira, vão "desaparecendo" dos órgãos com poder de decisão estratégica e financeira, analisa a Presidente da AMONET. Na Europa, para cada dez cientistas, somente três são mulheres, segundo um inquérito sobre a igualdade entre os sexos na ciência, da Comissão Europeia, que revela ainda que apenas 18 por cento dos professores catedráticos são do sexo feminino. Estudos mais recentes mostram, contudo, que a presença de mulheres no mundo da ciência é cada vez maior e com um crescimento mais rápido que a dos homens. Há também cada vez mais mulheres nas universidades e cada vez mais doutoradas, mas ainda estão longe das carreiras científicas nas universidades europeias – uma "desperdício de talento" que deve "levantar preocupações", de acordo com a Comissão Europeia. Elvira Fortunato é uma das três investigadoras mais criativas e promissoras da Europa. A especialista em microelectrónica recebeu, em 2008, o prémio "European Research Council", considerado uma espécie de Nobel europeu, naquela que foi a maior distinção de sempre feita a um investigador português. 30/03/2011 |
|
|||||||||||||||||