O Ministério Público (MP) demora um ano a acusar arguidos nos casos de violência doméstica em que as vítimas foram encaminhadas para centros de acolhimento, uma longa espera que, em quase todos os casos, só vem trazer mais problemas e sofrimento às vítimas.
"Os inquéritos levam bastante mais tempo do que aquilo que seria desejável", lamenta Rita Braga da Cruz, coordenadora do projecto Rebeca e dirigente da Associação Portuguesa de Mulheres Juristas (APMJ).
E, como se não bastassem os atrasos do MP, a maioria dos homens que respondem em tribunal pelo crime de homicídio de mulheres escapa à punição máxima.




