As mulheres com maiores níveis de escolaridade lidam melhor com os problemas de saúde, revela um estudo realizado pela investigadora Margarida Figueiredo Braga, do Serviço de Psicologia Médica, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
“Perante uma doença, as mulheres mais escolarizadas, com maior capacidade de procurarem soluções e avaliarem os problemas de forma racional, têm mais hipóteses de se sentirem melhor”, explica a investigadora.
O trabalho, que avaliou 31 mulheres saudáveis, 31 com depressão e 38 com lúpus, com idades entre os 20 e os 70 anos, comprovou que a escolaridade tem um efeito positivo sobre o bem-estar psicológico de quem tem depressão ou lúpus.
… e bebem mais
Por outro lado, as mulheres com mais estudos são também aquelas que bebem mais e revelam maior propensão para o alcoolismo, segundo investigadores da London School of Economics.
De acordo com o estudo – que analisou milhares de homens e mulheres de 39 anos, nascidos na Grã-Bretanha na mesma semana de 1970 –, as mulheres licenciadas têm mais 86 por cento de probabilidades de ter um problema alcoólico.
Esta tendência está relacionada com o facto de estarem mais expostas a situações que favorecem o consumo.






