As mulheres mantêm uma vida sexual de qualidade durante menos anos e com menos interesse que os homens. E estas diferenças tendem a aumentar com a idade, revela uma investigação norte-americana que, pela primeira vez, estudou a fundo o campeonato do sexo.
Na faixa etária dos 75 aos 85 anos, são apenas 16,8 por cento as mulheres com tendência a serem sexualmente activas, contra 38,9 por cento de homens – dos quais 70 por cento afirma ter bom sexo e 41,2 por cento mantém o ímpeto sexual.
Para a investigação, liderada por Stacy Tessler Lindau, especialista em saúde sexual do Centro Médico da Universidade de Chicago, e publicada na revista científica British Medical Journal, contribuíram mais de seis mil adultos, entre os 25 e os 85 anos, divididos em dois grupos: meia-idade (dos 25 aos 74 anos) e última fase da vida (dos 57 aos 85 anos).
Os participantes no estudo que admitiram estar bem de saúde têm quase duas vezes mais interesse sexual que os não saudáveis. Até a própria esperança de vida sexual parece aumentar em proporção aos níveis de saúde: os homens saudáveis podem ganhar 6,4 anos de actividade sexual e as mulheres 4,8 anos. E, apesar de os homens terem uma esperança de vida mais curta (75 anos) que as mulheres (80 anos), o seu horizonte sexual é de 65 anos, face ao das mulheres que, regra geral, se fica pelos 60 anos.






