Mau, muito mau... Portugal caiu, este ano, para a 46ª posição no índice do World Economic Forum, que mede as desigualdades entre homens e mulheres no acesso a recursos e oportunidades (quanto maior a desigualdade, pior a classificação). Esta é já a terceira vez consecutiva que o País regista uma descida nesta tabela de 134 países, liderada, uma vez mais, pelos Estados do norte da Europa (Islândia, Finlândia e Noruega).
Numa escala de 1 (igualdade total) a 0 (desigualdade total), no The Global Gender Gap Report, Portugal obtém 0,7013 pontos, em ex aequo com o Cazaquistão e a Jamaica, posicionando-se imediatamente atrás de Israel (com 0,7019 pontos).
Na primeira edição do ranking, em 2006, Portugal surgia em 33º lugar, descendo uma posição em 2007. No ano passado, ocupava já o 39º lugar, apesar de uma subida ligeira da pontuação, com a conquista de vantagens no acesso das mulheres à educação básica e superior, o que, ainda assim, não foi suficiente para uma melhoria da posição geral devido à melhor prestação de outros países e aumento do universo da análise.
Este ano, face a 2008, Portugal regista uma quebra na igualdade dos salários pagos para a mesma função, no acesso das mulheres a cargos de topo nas empresas ou na justiça, e às profissões técnicas em geral.
Contudo, nem todas as notícias são más… Portugal está acima da média em três dos quatro indicadores utilizados pelo Fórum Económico Mundial para calcular os resultados. Somente na participação política os pontos obtidos são inferiores – este indicador mede desde o número de mulheres no Parlamento, ao número de anos que uma mulher foi chefe do executivo. Portugal consegue atingir, em 2009, a igualdade de géneros nas profissões técnicas, no acesso ao ensino secundário e superior e na esperança média de vida.
Os países que menos fazem pela igualdade de género são o Iémen (134º), o Chade (133º) e o Paquistão (132º).






