As radiações emitidas pelos terminais e antenas dos telemóveis podem ajudar na protecção e até na reversão da doença de Alzheimer. A conclusão é de uma equipa de cientistas do Centro de Investigação da Doença de Alzheimer, da Universidade da Florida.
Segundo os investigadores, ao contrário do que até aqui se pensava, a exposição a estas ondas electromagnéticas pode aumentar a capacidade de memória e, assim, proteger o cérebro da doença (e até reverter os seus efeitos!).
A descoberta foi conseguida graças aos muitos ratos que foram, propositadamente para este estudo, expostos a este tipo de radiações, durante alguns meses, verificando-se que essa exposição eliminava os depósitos da proteína beta-amyloid no cérebro (responsáveis pela formação de placas, características da doença de Alzheimer), além de prevenir o seu aparecimento nos espécimes mais novos.
A aplicação desta experiência em ratos mais jovens, ainda sem sinais de perda de memória, protegeu as capacidades cognitivas e as memórias melhoraram acima dos níveis normais, enquanto os ratos mais velhos, já com problemas, recuperaram a capacidade de memorização.
Os investigadores admitem, contudo, que estes benefícios podem levar vários anos a reflectir-se no cérebro humano, já que na memória dos ratos demoraram meses a revelar-se. Por isso, estão agora a ser testadas diferentes frequências electromagnéticas e intensidades para produzir efeitos mais rápidos e mais significativos.






