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"Sexus Politicus": Aventuras político-sexuais francesas ![]() Sexus Politicus, o livro abre com uma citação de Boris Vian – "mais vale aprender a fazer amor correctamente que embrutecer-se com um livro de história" – que os políticos franceses parecem ter tomado à letra, esquecendo-se do dissolvente humor do autor de La java atomique e J’irai cracher sur vos tombes...
François Mitterrand, Jacques Chirac, Valéry Giscard, Nicolas Sarkozy, a sua ex Cecília e a actual Carla Bruni, Ségolène Royal, François Hollande (ex-marido de Ségolène), Dominique de Villepin, Roland Dumas e a sua "Putain de la Republique", Lionel Jospin, Jack Lang, entre outros, passam todos, como nunca antes tinham sido vistos, pelas bem informadas e recheadas páginas deste inquérito, em forma de livro, como em Portugal nunca se viu, apesar da muita matéria que por aí há... "O poder é um afrodisíaco absoluto". A afirmação, de Henry Kissinger (diplomata americano nascido na Alemanha), é particularmente verdadeira em França, onde o sexo, o amor e a política são indissociáveis. É neste registo que Sexus Politicus se situa. "Este livro rosa da política não é um estudo sociológico nem um ensaio filosófico, mas descreve em detalhe os charmes discretos da vida eleitoral e dos seus perigos". Das "nossas amigas jornalistas" às namoradas que Mitterrand levava para a tribuna de honra de cerimónias oficiais, passando pela impossibilidade de contactar o presidente da república Jacques Chirac na noite em que a princesa Diana teve o seu acidente fatal em Paris, há estórias para todos os gostos. Mesmo os mais retorcidos. Os charmes têm, de facto, os seus perigos... Acontece que "a campanha eleitoral derrapa, os golpes baixos atingem todos... Maquiavel entrou em cena"! Se "Chirac ne pense qu’à ça", se as mulheres levavam Giscard pela ponta do nariz, se a amante do ministro era uma espia, se entre Rocard e Mitterrand havia uma mulher a mais, se Sarkozy... A verdade é que nada disto escapa às polícias e muito menos aos serviços de informação. "Qual terá sido o ponto comum dos três últimos presidentes? Como diz Sollers, é evidente que foi o seu gosto pelas mulheres. Foi também para as seduzir que eles atingiram os lugares cimeiros. Porque frequentemente eles foram crianças mimadas e quiseram continuar a sê-lo. É preciso recuar longe para compreender. " Desde o século XVII francês que quase nada mudou: os poderosos continuam obcecados com a conquista de mulheres; as esposas dos líderes participam das estratégias presidenciais; e as amantes dos decisores (e os amantes das decisoras e de decisores) fazem, muitas vezes, tremer o Estado… 10/12/2009 |
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