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Diamante, sinónimo de luxo e de perdição Sabia que o diamante é feito do mesmo elemento químico da grafite? E que pode ser sinónimo de maldições? Cobiçado por reis e rainhas, incluindo a malograda Maria Antonieta, o valor do diamante depende da pureza e do corte a que é sujeito. Curiosamente, o maior diamante conhecido encontra-se no Espaço, enquanto, bem mais perto, continuam a existir "diamantes de sangue", filhos de guerras civis.
O diamante, a pedra mais cobiçada do mundo, é feito de carbono puro, à semelhança da grafite de que são feitos os lápis. Assim, o mineral mais duro do mundo (diamante) e o mais macio (grafite) são "irmãos", embora representando alótropos diferentes do carbono.
Os primeiros diamantes de que há registo foram descobertos por volta de 800 a.C., na Índia, e, mais tarde, os hindus perceberam que só um diamante poderia cortar outro. De várias cores e formas, o valor de um diamante varia em função dos chamados "4 C’s": Color (cor) Cut (corte) Carat (quilate) Clarity (pureza) Assim, os raros diamantes azuis e cor-de-rosa são muito valiosos, enquanto os amarelos são mais comuns. Já um diamante lapidado possui um valor de mercado muito maior do que a pedra preciosa em bruto, uma vez que o corte permite explorar o máximo do brilho e efeito óptico da luz. Os maiores produtores mundiais de diamantes são africanos: Botswana e África do Sul. Além de apreciados como pedras preciosas, os diamantes são usados como ferramentas de corte e perfuração, devido à dureza que lhes é característica. Diamantes de sangue Vinte por cento do comércio anual de diamantes, estima-se, é feito com "diamantes de sangue", conseguidos nas minas africanas através de abusos de direitos humanos, vendidos no mercado negro e usados para financiar guerras civis sangrentas. Diamantes lendários Procurados pela sua perfeição e brilho, os diamantes são adornos de luxo. Mas, como em tudo, há luxos e luxos. Certas pedras, pela sua história, tamanho e até maldições, ficaram com lugar marcado na história. Eis dois exemplos: ![]() Fonte: Museu de História Natural Hope - Fabuloso e temido. Esta pedra azul (a cor é apenas uma ilusão óptica devido à presença de boro) de mais de 45 quilates pertenceu, entre outros, à família real francesa e andou nos pescoços do Rei-Sol Louis XIV e da malograda Maria Antonieta. Diz-se que transmite uma maldição temível a quem quer que o possua. Actualmente exposto no Museu de História Natural do Instituto Smithsonian, o seu valor estimado entre 200 e 250 mil milhões de dólares vale bem o risco de uma maldição!
Koh-i-Noor - Outrora um dos maiores diamantes do mundo, descoberto na Índia com uns incríveis 146 quilates, o Koh-i-Noor pertence à Coroa Britânica. O diamante branco da rainha Isabel II tem, actualmente, o tamanho de uma bola de ping-pong, com 105.60 quilates, devido à lapidação a que foi sujeito. Apesar de dimensões consideráveis, pesa menos de 22 gramas. Diamante espacial O maior diamante conhecido é mesmo "fora deste mundo". Para o ter seria preciso viajar durante 50 anos à velocidade da luz, uma vez que se encontra na constelação Centaurus. O diamante cósmico em questão é o núcleo de carbono cristalizado de uma estrela-anã e pesa 10 mil milhões de biliões de biliões de quilates. 19/11/2009 |
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