Bastante contagiosa e a manifestar-se de forma diferente a cada ano, a gripe ainda está no ataque... Mas esta continua a ser uma doença que, para profissionais de Saúde e até para qualquer pessoa, não levanta muitas preocupações. Saiba agora mais pormenores sobre este vírus que, na generalidade, evolui de forma benigna, sem necessidade de grandes medidas terapêuticas.
O que é a gripe?
É uma doença infecciosa com uma elevada taxa de transmissão. O vírus é expulso pelas vias respiratórias e transmitido através do ar e em contacto com as mãos. A respiração, espirros, fluxo nasal, tosse e saliva, assim como agrupamentos de pessoas em recintos fechados são factores facilitadores do contágio. A gripe é responsável por epidemias sazonais e, por vezes, por grandes pandemias em todo o mundo.
As causas
A gripe é causada pelo vírus respiratório Myxovirus Influenzae, que existe sob três formas: A, B e C. Em geral, o vírus muda de forma a cada ano.
Os sintomas
O vírus apresenta um período de incubação de 24 a 48 horas. Depois, seguem-se os sinais da gripe: fatiga generalizada, dores de cabeça, arrepios, dores musculares e nas articulações, febre (por vezes, intensa) e suores. Estes sintomas podem ser acompanhados de congestão nasal, tosse e dores de garganta.
As complicações
Pertencem a grupos de maior risco as pessoas acima dos 65 anos, os imunodeficientes (hepáticos, com sida, doentes sob quimioterapia, enxertados...) e os doentes crónicos (com insuficiência respiratória crónica, diabetes, cardiopatia, nefropatia...). A gripe pode induzir nestes indivíduos infecções pulmonares bacteriológicas e complicações cardíacas, que poderão mesmo tornar-se mortais.
Os tratamentos
É recomendada uma vacina antigripal (a renovar anualmente) para prevenir e proteger sobretudo as pessoas pertencentes aos grupos de risco (com mais de 65 anos, imunodeficientes e doentes crónicos) ou socialmente expostas (profissionais da área da Saúde, professores...). Um outro tratamento consiste na tomada de um paracetamol para reduzir a febre e acalmar as dores – os antibióticos e medicamentos anti-virais podem ser prescritos para diminuir os sintomas e as complicações da gripe, mas lembre-se que deve sempre aconselhar-se com um médico!
As pessoas engripadas devem também beber muitos líquidos (água, de preferência) e repousar bastante. O ideal é que procurem isolar-se das outras pessoas, de forma a diminuir as possibilidades de contágio. Evite mudanças de temperatura e não se agasalhe demasiado.
Para mais informações, consulte a página da Direcção Geral de Saúde.
A vacinação antigripal
Ao contrário de uma bactéria, um vírus está em constante mutação. Por isso, para enfrentar mais um Inverno é aconselhada a vacinação, o principal método de prevenção e controlo da infecção gripal. Mas deverá fazê-lo antes do início da estação!
Qualquer pessoa, a partir dos seis meses de idade, pode ser vacinada. Recomendação especial para idosos, imunodeficientes, doentes crónicos e pessoas social e profissionalmente expostas.
As vacinas que são disponibilizadas no mercado estão cada vez mais adaptadas às novas formas do vírus da gripe. Porém, alguns indivíduos mais vulneráveis poderão contrair esta doença, mesmo que estejam sob vacinação.
A vacina antigripal, mesmo que não seja eficaz a 100 por cento, irá prevenir as pessoas mais frágeis contra complicações graves, que podem, em último caso, provocar a morte.