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Mulheres cientistas a trabalhar em Portugal distinguidas nos EUA ![]() Luísa Figueiredo (em cima), Três mulheres cientistas a trabalhar em Portugal foram reconhecidas pelo prestigiado Howard Hughes Medical Institute (EUA) como as “futuras líderes científicas nos seus países” e, por isso, premiadas com bolsas de investigação para realizarem estudos nas áreas da parasitologia, neurociências, envelhecimento e comunicação entre bactérias. Luísa Figueiredo, do Instituto de Medicina Molecular, investiga os mecanismos com que os parasitas evitam o sistema imunitário do hospedeiro; Karina Xavier, do Instituto Gulbenkian de Ciência e investigadora do Instituto de Tecnologia Química e Biológica, estuda a comunicação entre bactérias no contexto da flora intestinal que está a tentar manipular para tirar partido das suas propriedades protectoras contra doenças; e Megan Carey, da Fundação Champalimaud, analisa os circuitos cerebrais que controlam o comportamento. Miguel Godinho Ferreira, do Instituto Gulbenkian de Ciência, e Rui Costa, da Fundação Champalimaud, completam a lista de cientistas a trabalhar em Portugal premiados com um total de 2,5 milhões de euros pelo Howard Hughes Medical Institute. Entre 760 candidatos, provenientes de 18 países, apenas 28 foram premiados, com Portugal a ser o único país em que todos os candidatos ao galardão foram incluídos nos prémios e o segundo, a par de Espanha, em número de cientistas distinguidos, só superado pela China (sete premiados). “Para uma comunidade científica da dimensão da que existe em Portugal, uma proporção de cinco em 28 premiados é um claro sinal da qualidade dos cientistas que aqui trabalham e, sobretudo, da capacidade que centros de investigação em Portugal têm para competir a nível internacional”, disseram os cientistas que trabalham em Portugal, num comunicado conjunto. Os portugueses premiados já trabalharam nos EUA e são líderes de grupos de investigação há pelo menos sete anos, tendo publicado resultados importantes nas suas áreas de pesquisa e apresentado “programas de investigação ambiciosos e de grande impacto futuro”, refere o mesmo documento. Cada investigador vai receber um financiamento de 513 mil euros, ao longo de cinco anos, por parte do Howard Hughes Medical Institute, uma das maiores instituições de filantropia mundiais, apoiando 330 investigadores independentes, incluindo 13 Prémios Nobel, na pesquisa do cancro, sida, doenças cardíacas e diabetes. 26/01/2012 |
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